Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (3) de ato em defesa da soberania nacional, no Rio de Janeiro. Com o uniforme laranja da Petrobras, Lula relembrou as políticas que levaram o Brasil a se tornar um protagonista na América Latina e no mundo e que hoje são diariamente desmanteladas pelo governo Temer. 

"Nós começamos a falar em soberania quando assumimos em 2002 e dissemos não a ALCA dos EUA e criamos a Unasul, a Celac... Falar de soberania é ter a coragem de fazer da Petrobras uma das maiores petrolíferas do mundo. É não dever nada ao FMI. É fazer a briga que fizemos para que o Brasil fizesse parte do Conselho de Segurança da ONU", disse Lula, ao enumerar ações da política externa dos governos petistas. 

O ex-presidente criticou a interferência externa nas atuais políticas do governo, que tem recolocado o Brasil em uma posição subserviente. "Os empresários de NY estão descontentes com a reforma trabalhista. Eles ainda acham que ter uma hora de almoço é muito, ter férias é muito. O que eles querem é que esse país volte ao tempo da escravidão", avaliou.

Lula rechaçou a atual agenda de privatizações e defendeu, mais uma vez, a preservação de um estado forte. "Eles abdicaram da Petrobras. A Petrobras é um instrumento de desenvolvimento. Não é apenas um fura poço. É uma empresa de incentivo tecnológico e científico", ponderou. " Não é possível abdicar da indústria naval, da Eletrobras, do BNDES, da Casa da Moeda. Essa gente está vendendo tudo porque eles não tem competência".

Eleições 

O ex-presidente também voltou a comentar as tentativas de impedi-lo de concorrer novamente à presidência da República. "Eles querem evitar que eu seja candidato em 2018. Estou tranquilo. Quem deve estar preocupado são eles. Falam mal de mim à noite, de manhã, de semana, de feriado. E quando fazem uma pesquisa sou eu quem está na frente", concluiu. 

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