12 de outubro de 2018

O primeiro programa eleitoral de rádio de  Fernando Haddad no segundo turno, que foi ao nesta sexta-feira (12/10), alerta para o risco que corre a democracia no Brasil. Este segundo turno, que deveria ser um momento de debates, se transformou numa escalada de violência motivada por questões políticas, com cada vez mais vítimas. Já foram mais de 50 ataques de seguidores de Jair  Bolsonaro e, pelo menos, uma morte. O mestre baiano Moa do Katendê recebeu 12 facadas por ter manifestado seu voto em Haddad. Ele não resistiu.

Enquanto isso, o candidato que há anos incita a violência contra negros, homossexuais, mulheres, indígenas e demais minorias afirma não poder controlar seus seguidores, que entalharam uma suástica no corpo de uma jovem de 19 anos por ela estar usando um adesivo do “Ele Não”.

O candidato que disse no comício que iria “fuzilar a petralhada”, agora diz não poder controlar seus seguidores que tocam o terror em todas as cidades brasileiras, batendo em trans, homossexuais e mulheres.

Nem Marielle Franco, assassinada covardemente, teve paz. Correligionários do partido de Bolsonaro destruíram uma placa em homenagem a vereadora morta por motivações políticas.

É esse país de intolerância e opressão que os brasileiros querem?

O que os brasileiros querem: o povo de arma, como propõe Bolsonaro, ou com um livro na mão, que é a proposta de Fernando Haddad?

A luta de Haddad é pela democracia, que é e sempre será o melhor caminho, pela honestidade e pela paz. E a paz só se constrói com a garantia de direitos: a três refeições por dia, à saúde, à educação e oportunidades para todos.

Fernando Haddad não quer dar arma para o povo. Ele vai dar oportunidade na educação ou no trabalho. “Livro numa mão e a carteira de trabalho assinada na outra”, como gosta de dizer o candidato.

Por isso, Haddad vai criar Meu emprego de Novo, retomando as obras paradas e investindo pesado na construção civil.  Ele vai fazer o salário mínimo forte de novo, aumentado poder de comprar do trabalhador para fazer a roda da economia girar. O ex-ministro da Educação vai criar o Ensino Médio federal, com as escolas federais adotando escolas de ensino médio de baixo desempenho.

É hora de olhar pra frente. Essa campanha não é de um partido, mas de todos que querem mudar para melhor o nosso país. Defender nosso território, nossas riquezas e e nossa soberania.

O que está em jogo neste segundo turno é bem mais do que a presidência da República: é o direito de cada um se manifestar e viver de forma pacífica.