06 de outubro de 2018

A era Lula comprovou que é possível promover crescimento econômico com inclusão social, geração de empregos e diminuição da desigualdade. Considerada uma das principais políticas de distribuição de renda criadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a valorização real do salário mínimo voltará a ser prioridade no governo Fernando Haddad. De 2002 a 2010, o aumento real do salário mínimo atingiu a marca de 53,67%, chegando a 76,54%, em 2015.

A política de valorização garantia o reajuste real do salário mínimo por meio de sua correção a partir da variação do PIB dos dois anos anteriores somada ao repasse da inflação do ano anterior. O golpe de 2016 trouxe retrocessos imensos também nesse setor: em 2018, o aumento do salário mínimo ficou abaixo da inflação, o que não ocorria desde 2003, primeiro ano de Lula na presidência.

O programa de governo de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila propõe a criação do Programa SALÁRIO MÍNIMO FORTE: pela legislação vigente, a regra de valorização do salário mínimo acaba em 1º de janeiro de 2019. Vamos manter e aperfeiçoar essa política. O reajuste do valor do salário mínimo continuará a ser definido por meio da fórmula que garante variação da inflação do ano anterior medida pelo INPC, acrescida da variação do PIB de dois anos antes, desde que ela seja positiva. Haverá ganho real do salário mínimo em todos os anos, mesmo que o crescimento do PIB seja negativo. Isso porque aumentar o poder de compra do trabalhador é uma das maneiras mais eficazes de fazer a economia crescer.